GUIU EM PEDAÇOS

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4 de out de 2009

SAÚDE PÚBLICA: Uma luta para manter corpo e mente sãos Mais de 2 mil pessoas vão à Esplanada pedir avanços na política do governo para tratamento de doentes que dependem do SUS Por:Renata Mariz Empunhando faixas com dizeres como “Escutem nossas vozes” e “Temos o direito de viver livres”, cerca de 2 mil usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na área mental, de todas as regiões do país, participaram de uma marcha na Esplanada dos Ministérios, ontem. Apesar de se posicionarem a favor da reforma psiquiátrica, iniciada no Brasil em 2001, após a aprovação de uma lei que determina o fechamento gradual de manicômios, os manifestantes apontaram problemas graves na condução da política, entre eles, a falta de Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), que são os substitutos dos hospitais fechados, só que numa forma de atendimento comunitária e aberta. Ao longo do dia, várias audiências foram realizadas em ministérios e no Congresso Nacional para o debate do tema. A ministra interina da Saúde, Márcia Bassit, considerou como legítimas todas as reivindicações do grupo e destacou que a pasta continuará t rabalhando para aperfeiçoar o sistema. “É preciso destacar que houve avanços, talvez não no ritmo que desejamos”, minimizou Bassit. Ela ressaltou a existência de 30 mil leitos ainda em manicômios no Brasil, mas lembrou que o número de CAPs vem aumentando, em torno de 1.400 pelo país. Os usuários, por sua vez, lembraram que a cobertura ainda é baixa, cerca de 60%. Cumprindo à risca o propósito do protesto, de dar voz aos usuários, eles próprios, além de representantes de organizações da sociedade civil engajadas na questão mental, que se dirigiam a Márcia durante a audiência. “Não sou especialista como vocês, minha única especialidade é sobreviver a cada dia. Então, reivindico que vocês, que estão investindo dinheiro no sistema, verifiquem o que está acontecendo, se esse recurso está sendo usado. Sou de Ribeirão Preto e lá só existe um Caps III (modalidade de CAPs que funciona 24 horas). Então, façam essa apuração, pois minha saúde depende disso”, discursou Fátima Fernandes Faria, arrancando aplausos. Além da falta de CAPs, estão na pauta de reivindicações do grupo o tratamento mais humanizado por parte dos profissionais da saúde, a apuração das mortes que ainda ocorrem dentro de manicômios, garantia de vagas para doentes mentais que cometeram crimes, atenção adequada nos sistemas de emergência, como o Samu, e reajuste do valor atual de R$ 320 para pacientes com internações de longa permanência beneficiados pelo programa federal De Volta para Casa, entre outros pontos. Outra cobrança do grupo é o cumprimento de uma promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criar mil residências terapêuticas — para receberem pessoas que, de tanto tempo internadas, perderam todos os vínculos familiares e sociais — até 2011. A marcha em Brasília foi organizada pela Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (Renila), com o apoio do Conselho Federal de Psicologia.
E Salinas, que já consegue ser CAPS tipo II e conseguiu recursos e aprovação para Residencia Terapêutica e nada disso aconteceu??? Será que algum dia teremos ???

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